Nutrição Clínica e Doenças Crônicas

A alimentação pode fazer parte do cuidado de diferentes condições clínicas. Para isso, a conduta nutricional precisa considerar o contexto individual: diagnóstico, tratamento médico, medicamentos em uso, exames disponíveis, rotina e objetivos.

O atendimento é realizado por Richardson Marcolino, nutricionista clínico e esportivo, presencialmente em Goiânia ou à distância. Atendimento online para pacientes no Brasil e no exterior.

Qual é o papel da nutrição no cuidado das doenças crônicas?

A alimentação e o estilo de vida podem integrar o manejo de diversas condições clínicas, em conjunto com o tratamento médico e não no lugar dele. O cuidado nutricional busca uma alimentação adequada à condição clínica, viável na rotina e compatível com os objetivos de cada pessoa.

Conforme cada caso, a conduta pode considerar:

Por que a conduta nutricional precisa ser individualizada?

Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter contextos bem diferentes. Por isso, o diagnóstico, isoladamente, não define toda a conduta nutricional. Entre as diferenças possíveis:

  • históricos diferentes;
  • medicamentos diferentes;
  • exames diferentes;
  • composição corporal diferente;
  • níveis de atividade física diferentes;
  • preferências alimentares diferentes;
  • rotinas diferentes;
  • outras condições clínicas associadas.

Resistência à insulina e prediabetes

Na resistência à insulina e no prediabetes, a alimentação pode fazer parte do manejo, junto com outros fatores pertinentes a cada caso. Não se trata de eliminar grupos alimentares nem de atribuir a condição a um único alimento: o foco está na qualidade e na organização da alimentação como um todo.

O acompanhamento pode considerar:

Diabetes tipo 2 e alimentação

A alimentação integra o manejo do diabetes tipo 2 e precisa considerar o tratamento clínico existente, incluindo os medicamentos em uso. Não existe uma única estratégia alimentar adequada para todas as pessoas com diabetes, e a conduta depende do contexto de cada caso.

Início, suspensão ou ajuste de dose de medicamentos são decisões médicas. A conduta nutricional pode considerar:

Esteatose hepática e acompanhamento nutricional

A esteatose hepática pode estar relacionada a diferentes fatores e não decorre exclusivamente da obesidade. Quando associada a fatores metabólicos, passou a ser descrita na literatura como MASLD, sigla em inglês para doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica. O diagnóstico e o acompanhamento do quadro hepático são médicos.

No cuidado nutricional, podem ser relevantes, conforme o caso:

Para entender melhor a esteatose hepática, a nomenclatura MASLD, sua relação com obesidade e diabetes e o papel da alimentação no manejo, leia também o artigo sobre esteatose hepática (MASLD).

Dislipidemias e alimentação

Alterações de colesterol e de triglicerídeos precisam ser interpretadas dentro do contexto clínico de cada pessoa, considerando histórico, exames e tratamento em andamento. A alimentação pode integrar o manejo, mas não substitui medicamentos prescritos, como as estatinas, e a retirada de qualquer medicamento é uma decisão médica.

Conforme o caso, podem ser considerados:

Hipertensão arterial e alimentação

A alimentação pode integrar o manejo da pressão arterial, junto ao tratamento clínico. A pressão arterial é influenciada por diversos fatores, e o sódio é um deles, não o único. A conduta nutricional não substitui os medicamentos anti-hipertensivos, e qualquer mudança no tratamento cabe ao médico.

Podem ser considerados, conforme o caso:

Qual é a relação entre obesidade e doenças crônicas?

A obesidade pode coexistir e se relacionar com diferentes condições clínicas, mas não é a única causa delas. Nem toda pessoa com obesidade apresenta as mesmas doenças, e nem toda pessoa com diabetes, hipertensão, dislipidemia ou esteatose tem obesidade.

Por isso, peso e composição corporal entram na avaliação quando são pertinentes ao caso, e o emagrecimento não é tratado como solução universal. Quando a obesidade faz parte do contexto, a abordagem é aprofundada na página Emagrecimento e Obesidade.

E quando o paciente utiliza medicamentos?

Os medicamentos em uso fazem parte das informações consideradas na avaliação nutricional, e a atuação do nutricionista respeita o tratamento médico existente. Início, interrupção, substituição ou ajuste de dose de medicamentos não fazem parte da conduta nutricional.

Alguns tratamentos podem influenciar aspectos relevantes para a alimentação, como os medicamentos que atuam na via do GLP-1, abordados na página sobre acompanhamento nutricional de pacientes em uso de GLP-1. Conforme o caso, podem ser observados efeitos sobre:

Como os exames laboratoriais entram na avaliação nutricional?

Os exames laboratoriais disponíveis podem ajudar a compreender o contexto clínico e a acompanhar aspectos relevantes para o cuidado nutricional ao longo do tempo. Eles são interpretados junto com o histórico, a rotina, a alimentação e as informações do tratamento médico.

O nutricionista não diagnostica doenças a partir de exames. O diagnóstico é médico, e a necessidade de novos exames é avaliada de acordo com cada caso.

Por que acompanhar a evolução ao longo do tempo?

Condições clínicas e doenças crônicas podem mudar ao longo do tempo, e a conduta nutricional pode precisar de ajustes. O acompanhamento nutricional permite reavaliar a estratégia conforme a evolução de cada pessoa. Ele não é obrigatório para todos e não representa garantia de controle da doença.

A reavaliação pode considerar:

Nutrição e acompanhamento médico

O cuidado nutricional pode integrar uma abordagem multiprofissional, em que cada profissional atua dentro do seu escopo. O nutricionista é responsável pela avaliação e pela conduta nutricional.

O diagnóstico médico, a prescrição de medicamentos e as decisões sobre o tratamento medicamentoso permanecem sob responsabilidade dos profissionais habilitados para essas condutas. Quando possível, a troca de informações entre os profissionais contribui para um cuidado mais coerente.

Como funciona o acompanhamento nutricional?

O atendimento começa pela primeira consulta. A primeira consulta pode durar até 90 minutos. A primeira consulta inclui 1 retorno em até 30 dias, destinado a avaliar a adaptação às primeiras orientações.

Esse retorno não equivale ao acompanhamento nutricional contínuo, que pode ser indicado de acordo com o objetivo e a necessidade de cada pessoa. O fluxo do atendimento:

Atendimento presencial em Goiânia e online

O acompanhamento pode ser realizado nas duas modalidades, de acordo com a sua localização, a sua rotina e a sua preferência.

Presencial em Goiânia

Realizado no Centro Clínico Medicorum, no Jardim América, em Goiânia – GO.

Quando indicada, a bioimpedância pode ser utilizada no consultório para acompanhar a composição corporal. Ela não é obrigatória e não diagnostica doenças.

Online

Atendimento online para pacientes no Brasil e no exterior.

O acompanhamento acontece à distância, a partir da conversa, do histórico, da rotina e dos exames disponíveis.

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Sobre Richardson Marcolino

Richardson Marcolino é nutricionista clínico e esportivo (CRN-1 19004). Realiza atendimento presencial em Goiânia – GO e atendimento online.

É graduado em Nutrição pela Universidade Pitágoras Unopar e pós-graduado em Nutrição Clínica pela USP; em Psicologia, Nutrição e Transtornos Alimentares pela Uniara; em Nutrição Esportiva e Hipertrofia e em Obesidade e Metabolismo pela Uniguaçu; e em Fitoterapia e Prescrição de Fitoterápicos pela Faculdade Metropolitana. Também atua no acompanhamento nutricional de pacientes em uso de GLP-1.

Conheça a trajetória de Richardson.

Richardson Marcolino, nutricionista, sorrindo em seu consultório

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A avaliação inicial permite compreender o contexto clínico e nutricional antes da definição da conduta. Atendimento presencial em Goiânia. Atendimento online para pacientes no Brasil e no exterior. WhatsApp (62) 99547-6954.